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Auriflama - Quarta-feira, 25 de Março de 2026

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Cozinheira é morta com golpes de objeto metálico e faca por ex-companheiro

Suspeito confessou o crime à polícia e alegou legítima defesa após histórico de ameaças


Cozinheira é morta com golpes de objeto metálico e faca por ex-companheiro

Uma cozinheira de 47 anos foi morta na madrugada desta quarta-feira (25) em uma residência no bairro Jardim Cruzeiro do Sul, em São Carlos (SP).

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, identificada como Gilza Alves, foi atingida com golpes de um objeto metálico e, posteriormente, com uma facada no pescoço. O principal suspeito é um vigilante de 52 anos, com quem ela havia mantido um relacionamento extraconjugal.

O crime ocorreu por volta da 1h15, na Rua Paraná. Segundo a Polícia Militar, equipes haviam sido acionadas cerca de uma hora antes após relatos de que uma mulher tentava invadir a residência. No entanto, quando os agentes chegaram, não encontraram ninguém no local.

Minutos depois, um vizinho ouviu gritos e, ao verificar a situação, encontrou a casa com o portão aberto e sinais de arrombamento. Dentro do imóvel, ele localizou a vítima caída na cozinha e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou a morte no local.

Durante a perícia, foram apreendidos um objeto metálico amassado, duas facas e o celular da vítima.

Segundo o registro policial, o suspeito e a esposa haviam procurado a polícia anteriormente para registrar um boletim de ocorrência por ameaça. Eles relataram que vinham sendo perseguidos pela vítima após o fim do relacionamento.

Após o crime, o vigilante se apresentou espontaneamente no Plantão Policial de Araraquara, onde confessou o homicídio. Em depoimento, ele afirmou que a mulher invadiu a residência armada com uma faca e que, diante da situação, reagiu utilizando um cacetete de metal e, posteriormente, uma faca.

Como houve apresentação voluntária, a situação de flagrante foi descartada, e o homem foi liberado após prestar depoimento. No entanto, a Polícia Civil informou que a prisão preventiva ainda pode ser solicitada ao longo das investigações.

O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal no Plantão Policial de São Carlos.

A defesa do suspeito, representada pelo advogado Claudio Diogenes Luiz, afirmou que trabalha com a hipótese de legítima defesa ou reação a uma agressão injusta dentro da própria residência. Segundo ele, há registros anteriores de ameaças e perseguições que serão considerados durante a investigação.

O advogado destacou ainda que o cliente colaborou com as autoridades e não tentou fugir, o que, segundo ele, reforça a disposição para o esclarecimento dos fatos.

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