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Auriflama - Terça-feira, 02 de Junho de 2026

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Professora deixa cargo após sofrer agressões de alunos em escola pública

Docente relata ter sido mordida e chutada ao tentar separar briga entre estudantes; caso deixou sequelas emocionais e motivou pedido de desligamento


Professora deixa cargo após sofrer agressões de alunos em escola pública

Uma professora de 67 anos decidiu deixar o cargo após ser vítima de agressões físicas praticadas por alunos em uma escola municipal. A docente, que havia retornado às salas de aula após a aposentadoria, relatou ter sido mordida e chutada ao tentar interromper uma briga entre estudantes.

Segundo a professora, os episódios de indisciplina eram frequentes desde o início do ano letivo. Ela conta que alguns alunos apresentavam comportamento agressivo, dificultando o desenvolvimento das atividades em sala de aula.

“Na classe, havia muitos alunos rebeldes. Eu acreditava que seria possível ajudá-los e melhorar a disciplina, mas as brigas eram constantes. Além de não realizarem as atividades, alguns atrapalhavam os colegas e até danificavam materiais escolares”, relatou.

O caso mais grave ocorreu quando dois estudantes iniciaram uma discussão que evoluiu para agressão física. Ao tentar separá-los, a professora acabou sendo atacada.

“Eles estavam se agarrando pelo pescoço. Eu entrei no meio para separá-los. Depois disso, disseram que eu não deveria me envolver, me morderam, me chutaram e fiquei toda roxa”, afirmou.

Consequências físicas e emocionais

Abalada com a situação, a educadora optou por renunciar ao cargo. Mais de um ano após o episódio, ela afirma que ainda enfrenta consequências emocionais decorrentes da agressão.

Segundo a professora, foi necessário buscar acompanhamento com profissionais da área da saúde mental, incluindo psicóloga, psiquiatra e psicanalista.

“É um assunto que ainda me afeta muito. Nunca imaginei passar por algo assim. Me senti extremamente desvalorizada”, desabafou.

Violência nas escolas preocupa educadores

O caso ocorre em um cenário de crescente preocupação com a violência no ambiente escolar. Uma pesquisa realizada pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) com 1.440 docentes apontou que 65,6% dos entrevistados afirmaram já ter sofrido algum tipo de agressão em escolas públicas do Estado de São Paulo.

Caso ocorreu em Olímpia

A agressão foi registrada em uma escola municipal de Olímpia. Segundo a professora, após se aposentar, ela continuava oferecendo aulas gratuitas de reforço escolar e decidiu retornar ao ensino regular após ser incentivada por colegas da área.

Prefeitura se manifesta

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que, após o ocorrido, foram adotadas as medidas administrativas cabíveis. Entre as providências, estão o registro da ocorrência, a apuração dos fatos, o acolhimento dos envolvidos, orientações pedagógicas e o acompanhamento por equipe multidisciplinar.

A pasta também destacou que o caso foi monitorado pela rede municipal de ensino, com ações voltadas à prevenção de novos episódios de violência no ambiente escolar.

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