Filha de idoso desaparecido desde o Ano Novo suspeita que ele se desorientou e desceu de ônibus antes de chegar à capital

Auriflama - Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026


Filha de idoso desaparecido desde o Ano Novo suspeita que ele se desorientou e desceu de ônibus antes de chegar à capital

A família de um idoso de 65 anos que desapareceu após viajar de ônibus no dia 1º de janeiro vive dias de angústia e incerteza. A filha do homem suspeita que ele possa ter se desorientado durante o trajeto e descido do veículo antes de chegar ao destino final, na capital paulista.

Valdir Marcelino embarcou em um ônibus da empresa Expresso Itamarati em Mira Estrela, no interior de São Paulo, com destino à capital, onde reside. Desde então, ele não foi mais visto.

Segundo a filha, Bruna dos Santos Marcelino, o pai fazia tratamento para esquizofrenia há alguns anos, mas nunca aceitou o diagnóstico e abandonou a medicação por conta própria. A família não possui laudo médico oficial, mas acredita que uma possível crise possa ter provocado o desaparecimento.

“A falta de laudo faz com que ele seja considerado uma pessoa normal perante a sociedade, mas eu acho que ele teve alguma crise. Ficar andando no ônibus pode ter gerado alguma confusão com outros passageiros e levado ele a descer antes do previsto. Estou desesperada e há noites sem dormir de preocupação”, afirmou Bruna.

A filha conta que o pai tem boa memória, sabe de cor o número dos documentos e o endereço de casa, e acredita que ele possa estar tentando retornar a pé. Até o momento, não há registros do idoso em hospitais ou delegacias.

“Ele deve estar em estado de vulnerabilidade nas ruas”, lamentou.

Bruna também relata dificuldades para obter informações junto à empresa de transporte. Inicialmente, a Expresso Itamarati informou que não havia registro de pertences esquecidos no ônibus. No entanto, oito dias após o desaparecimento, na sexta-feira (9), a filha descobriu por conta própria que as bagagens do pai estavam na garagem da empresa, em São Paulo.

A família critica a falta de esclarecimentos e afirma que a companhia não confirmou se há imagens de câmeras de segurança que indiquem em qual local Valdir teria descido do ônibus.

Em nota, a Expresso Itamarati informou que não pode repassar imagens do sistema de monitoramento ou documentos relacionados à viagem em razão da Lei Geral de Proteção de Dados, mas afirmou que irá colaborar com as autoridades caso seja oficialmente solicitada.

Questionada sobre a demora na comunicação à família e sobre o episódio das bagagens encontradas, a empresa não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Familiares também receberam a informação de um comerciante que teria conversado com o motorista do ônibus e relatado que Valdir pode ter descido na cidade de Americana, no interior paulista. A informação, no entanto, não foi confirmada oficialmente.

A família faz um apelo por qualquer informação que possa ajudar a localizar Valdir Marcelino. Quem tiver notícias sobre o paradeiro do idoso pode procurar a polícia ou entrar em contato com os familiares.


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