Homem preso em operação policial na região recebeu 862 votos para vereador em 2024
Auriflama - Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026

Um dos homens presos durante uma operação policial que desmantelou um laboratório de refino de drogas em um bairro da região recebeu 862 votos na eleição municipal de 2024, quando concorreu ao cargo de vereador.
A prisão ocorreu na tarde de terça-feira, dia 27, em uma residência localizada no bairro Nova Iorque, em Araçatuba, alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. No local, segundo a Polícia Militar, funcionaria um esquema estruturado para preparo e refino de entorpecentes.
De acordo com a apuração da reportagem, o investigado foi o terceiro candidato mais votado do partido Solidariedade, ficando atrás apenas de Luís Boatto, que obteve 2.793 votos, e de Arlindo Araújo, com 1.563 votos. Com esse desempenho, ele ficaria como primeiro suplente da legenda, caso o registro de candidatura tivesse sido validado.
Registro de candidatura indeferido
Segundo informações da Justiça Eleitoral, o registro da candidatura foi indeferido em razão de uma condenação anterior por tráfico de drogas. O investigado foi preso em flagrante em 2009 e condenado a cinco anos de prisão em regime fechado.
O cumprimento integral da pena ocorreu em 17 de junho de 2014. Pela legislação eleitoral vigente, nos casos de condenação por tráfico de drogas, a inelegibilidade se estende desde a condenação até o prazo de oito anos após o cumprimento da pena.
Multa extinta
Ainda conforme a Justiça Eleitoral, a sentença também previa o pagamento de multa. Em consulta aos autos dos processos de execução da multa e de reabilitação criminal, foi constatado que a penalidade financeira foi considerada extinta em 20 de junho de 2024.
A assessoria do Tribunal Regional Eleitoral informou que a decisão que indeferiu o registro já transitou em julgado em terceira instância, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não cabendo mais recurso.
Operação policial
A prisão ocorreu durante a “Operação Fundo de Quintal”, deflagrada pela Polícia Militar em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público.
De acordo com a polícia, no imóvel alvo da operação foram encontrados materiais utilizados no preparo e refino de drogas, como lonas, tambores plásticos, recipientes com substância semelhante à cocaína e equipamentos domésticos adaptados.
Também foram apreendidos arma de fogo, munições, dinheiro, celulares e veículos. Somando os insumos e a droga apreendida no local, o peso total chegou a 43,5 quilos.
Presos à disposição da Justiça
Os investigados foram interrogados na presença de advogados e optaram por se manifestar apenas em juízo. As prisões preventivas foram decretadas após audiência de custódia, e o caso segue sob investigação.
