Homem é condenado a 30 anos de prisão por incendiar casa e matar enteado carbonizado

Auriflama - Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026


Homem é condenado a 30 anos de prisão por incendiar casa e matar enteado carbonizado

Um homem foi condenado a 30 anos de prisão na noite desta quinta-feira, dia 5, acusado de colocar fogo na casa onde vivia com a companheira e matar o enteado carbonizado. O julgamento ocorreu pelo Tribunal do Júri.

O crime aconteceu no dia 27 de setembro de 2022, no bairro Jardim Maria Lúcia, em São José do Rio Preto (SP). A vítima, Hiago Fiuza Maia, de 26 anos, dormia no momento em que foi atacada.

Segundo denúncia do Ministério Público, o réu, José Ediberto Timóteo da Silva, tinha histórico de desentendimentos com o enteado. No dia do crime, ele saiu de casa com um galão, foi até um posto de combustíveis, comprou gasolina e retornou ao imóvel.

Ainda de acordo com a investigação, ao chegar, ele utilizou uma picareta para atingir a cabeça do jovem, que desmaiou com o golpe. Em seguida, o acusado ateou fogo no quarto onde a vítima estava.

Após o crime, José Ediberto teria confessado a ação a um vizinho e fugido do local utilizando uma bicicleta.

Corpo encontrado carbonizado

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas com apoio de caminhões-pipa. Durante o rescaldo, o corpo de Hiago foi localizado carbonizado dentro do imóvel.

Prisão e confissão

O acusado foi preso no dia 5 de setembro de 2023, no município de Cruz (CE). Em depoimento, ele confessou o crime. Consta ainda que ele possuía passagens anteriores pela polícia por roubo.

José Ediberto mantinha relacionamento com a mãe da vítima havia mais de 20 anos e ajudou a criá-la desde a infância.

Julgamento teve interrupção anterior

Em outubro do ano passado, uma sessão do júri chegou a ser suspensa após o advogado de defesa, nomeado pela Defensoria Pública, alegar em plenário que estaria se sentindo coagido e ameaçado por uma pessoa que acompanhava o julgamento. Na ocasião, ele deixou o local, provocando o adiamento da sessão.

A defesa de José Ediberto foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.


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