Dono de lava-jato é preso por ameaças e cobranças violentas ligadas à agiotagem

Auriflama - Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026


Dono de lava-jato é preso por ameaças e cobranças violentas ligadas à agiotagem

Um homem, proprietário de um lava-jato, foi preso temporariamente na tarde desta quarta-feira (11), no bairro Portal das Paineiras, em Auriflama, durante ação da Polícia Civil. O mandado de prisão foi emitido pelo juizo da Comarca de Auriflama.

De acordo com as investigações, foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva contra D.C.T., suspeito de integrar um esquema de agiotagem que atuava na cidade por meio de cobranças ilegais.

Segundo a Polícia Civil de Auriflama, o homem teria assumido a função de substituto operacional de outro investigado já preso, com a finalidade de manter o funcionamento das cobranças e a circulação dos valores oriundos dos empréstimos ilegais.

Dados de celular reforçaram suspeitas

Durante as diligências, a polícia realizou a extração de dados telemáticos do aparelho celular do dono do lava-jato. O material revelou comunicações relacionadas à cobrança de cheques, exigência urgente de valores e mensagens com teor intimidatório direcionadas a devedores.

Os investigadores identificaram conteúdos que apontam pressão psicológica e menções veladas a possíveis consequências negativas em caso de inadimplência, reforçando, segundo a polícia, o caráter coercitivo e reiterado das condutas.

Cobranças com ameaça e violência

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Caroline Baltes, o investigado realizava cobranças mediante uso de violência e grave ameaça.

Ainda segundo a delegada, há indícios de emprego de arma de fogo durante as cobranças, além de forte pressão psicológica exercida contra as vítimas.

Entre as mensagens identificadas pela polícia, constam expressões como “Preciso de grana pra ontem” e “Depois não chora”, utilizadas para intimidar devedores e acelerar os pagamentos.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema, bem como aprofundar a apuração sobre a origem dos valores movimentados e a extensão da rede de agiotagem na região.

O preso permanece à disposição da Justiça.


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