Idoso com transtorno mental é brutalmente agredido após ser confundido com assediador de criança; dupla é indiciada por tentativa de homicídio
Auriflama - Quarta-feira, 04 de Março de 2026

Um homem de 60 anos foi brutalmente agredido após ser confundido com um suposto assediador de criança. A Polícia Civil concluiu que o ataque ocorreu depois que dois homens interpretaram de forma equivocada movimentos involuntários da vítima, que possui transtorno mental.
O caso aconteceu no dia 14 de fevereiro, em Santa Adélia (SP), e foi registrado por câmeras de segurança.
Investigação aponta tentativa de homicídio
Segundo a Polícia Civil, Vitor Antonio Laroca e Eduardo de Paula Giannucci foram indiciados pelo crime de tentativa de homicídio contra José Pereira de Souza.
Nas imagens das câmeras de segurança, é possível ver o momento em que a vítima caminha pela rua quando um carro se aproxima. Em seguida, um dos suspeitos desce do veículo e começa a agredir o idoso com vários socos na cabeça e em outras regiões vitais do corpo.
Mesmo após a vítima cair no chão, as agressões continuam.
De acordo com o inquérito policial, os investigadores entenderam que os agressores assumiram o risco de provocar a morte do idoso, o que caracteriza a tentativa de homicídio.
Confusão envolvendo transtorno mental
Durante as apurações, a polícia concluiu que as agressões ocorreram após os suspeitos acreditarem que o idoso teria assediado a filha de um dos envolvidos.
No entanto, a investigação apontou que a suspeita foi motivada por movimentos involuntários da vítima, decorrentes do transtorno mental que ela possui.
Contradições em depoimentos
A família da vítima registrou o boletim de ocorrência cinco dias após o crime. Inicialmente, foi apresentada uma versão de que o caso poderia estar relacionado a uma suposta dívida.
Segundo a polícia, essa hipótese não se sustentou ao longo da investigação.
Durante o inquérito, testemunhas foram ouvidas e os investigadores identificaram contradições nos depoimentos apresentados. Diante disso, o delegado Tiago Mota Tavares da Silva realizou uma acareação, procedimento em que as pessoas são colocadas frente a frente para esclarecer divergências.
Suspeitos permanecem presos
Os dois investigados permanecem presos desde o dia 23 de fevereiro.
Durante os interrogatórios, Vitor Antonio Laroca e Eduardo de Paula Giannucci optaram por permanecer em silêncio.
Com o inquérito concluído, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que irá decidir se apresenta ou não denúncia formal contra os suspeitos.
